Em qualquer faixa etária é importante mantermos o tônus muscular adequado. Quer seja por motivos estéticos ou de saúde, os músculos são fundamentais para a proteção dos órgãos e articulações, de crianças, adultos ou idosos.
A combinação harmônica entre alimentação, exercícios e os níveis do hormônio testosterona são os pilares para mantermos o tônus muscular apropriado e para a hipertrofia.
A alimentação deve ter as quantidades adequadas e equilibradas dos macronutrientes proteínas, carboidratos e gorduras, de forma que tanto a estrutura como as funções musculares estejam ideais. Assim os exercícios, quando realizados de forma apropriada, obterão resposta muito mais eficiente e rápida. Algumas regras básicas:
Testosterona base ou homóloga humana, por ter maior biocompatibilidade, ser mensurada no sangue com maior precisão por mesclar-se com a produzida pelo organismo, por serem iguais, e não apresentar níveis elevados abruptamente e, portanto, maiores conversões indesejáveis para estrogênio e di-hidro testosterona. Por serem introduzidas por gel de alta absorção através da pele, diariamente, pode-se facilmente corrigir as doses mantendo-se níveis fisiológicos normais, ou seja, no quartil superior da NORMALIDADE. As doses suprafisiológicas (acima dos níveis da normalidade) oferecem ganho de massa muscular mais rapidamente, porém maior risco de efeitos colaterais. Recomendo repor testosterona, mesmo a natural através da pele, apenas se os níveis estiverem abaixo no normal, ou então próximos do nível inferior da normalidade, na presença de sintomas, como perda ou dificuldade de ganho de massa muscular, desânimo, falta de desejo sexual etc, sobretudo após os 50 anos.

O sedentarismo e a perda de massa muscular está relacionada com a queda de testosterona formando um círculo vicioso, um estimulando o outro. A recíproca é verdadeira. Quanto mais estimulamos os músculos aumentamos a produção de testosterona. Com todos os benefícios além do estímulo hormonal, os exercícios regulares equilibrados, com frequência personalizada entre aeróbios, musculação e alongamentos, constituem a melhor estratégia para a saúde e qualidade de vida.

Apenas a inibição da conversão da testosterona para estrogênio pode contribuir para regularizar seus níveis. O excesso de massa gordurosa produz muita aromatase, que é a enzima que converte testosterona em estrogênio. Mantendo o peso ideal pode-se diminuir a produção dessa enzima e normalizar os níveis de testosterona. Outro fator inibitório da produção da testosterona é o excesso de uma substância chamada leptina, que é um sinalizador de saciedade para o cérebro. Nos obesos ocorre aumento dessa substância com inibição da produção de testosterona.

O estilo de vida do mundo moderno impõe uma velocidade para cumprir metas, prazos e produtividade, gerando muita ansiedade e estresse. Este talvez seja o fator inibitório mais poderoso da produção de testosterona e o mais difícil de correção, porque muitas vezes é necessária a intervenção de profissionais, uso de medicamentos ou mudanças radicais no estilo de vida. Mas é fundamental identificar esse fator como causa de baixa produção de testosterona, lembrando que o estresse pode interferir em TODAS as vias hormonais e também pode ter relação com todas as doenças, considerando que interfere também no sistema imunológico. Enfim, o médico qualificado poderá avaliar a necessidade da modulação hormonal para efeito de ganho e definição de massa muscular, e perda de gordura.
